2 de nov de 2013

Ritmo de emissões de CO2 cai, mas ainda bate recorde


Popularização de energias renováveis e gás xisto frearam o aumento da liberação de carbono, diz novo relatório

O ritmo de aumento das emissões mundiais de CO2 diminuiu em 2012, segundo um novo relatório divulgado pela Agência Holandesa de Avaliação do Meio Ambiente. As emissões de CO2, principal gás-estufa, subiram 1,1% no ano passado em relação a 2011. Na última década, a média anual de crescimento foi de 2,9%. Um dos motivos para a desaceleração da subida das emissões, segundo a agência, é a substituição do uso de carvão pelo gás xisto nos Estados Unidos, assim como a popularização das energias renováveis em várias partes do mundo. O trabalho destaca que as emissões aumentaram só 1,1% em um ano em que o crescimento global da economia foi de 3,5%. Ainda assim, as emissões de carbono chegaram a um nível recorde na história, atingindo 34,5 bilhões de toneladas no ano passado. Segundo os autores do relatório, as emissões de carbono subiram 50% desde 1992, quando foi realizada a conferência Eco-92, no Rio de Janeiro. O evento fundamentou a assinatura do Protocolo de Kyoto --um pacto internacional que não foi adotado pelos Estados Unidos-- para reduzir as emissões globais. 

O estudo destaca que, embora as energias limpas estejam em alta, o uso de combustíveis fósseis também cresceu em 2012. O consumo de gás natural aumentou 2,2% em relação a 2011. O de petróleo avançou 0,9% e o de carvão, 0,6%. Em 2012, os maiores poluidores do mundo eram: China (29% do total de emissões), Estados Unidos (16%), União Europeia (11%), Índia (65), Rússia (5%) e Japão (4%). As emissões chinesas aumentaram 3% no período, um incremento modesto em relação a anos anteriores. Na última década, a média anual de aumento estava em 10%. A relação entre o consumo de energia por ponto do PIB caiu 3,6% em 2012. A China, que tem investido em fontes renováveis, aumentou sua capacidade de geração de energia hidroelétrica em 23%. Já os EUA registraram uma diminuição de 4% em suas emissões de CO2, frente a um crescimento econômico de 2%. A queda é atribuída à exploração do gás xisto, cuja queima libera menos carbono que a do carvão.

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