19 de nov de 2014

USP abre laboratório de pesquisa sobre poços de petróleo



Será inaugurado nesta quarta-feira, 19, o novo prédio de expansão das instalações do Laboratório de Escoamentos Multifásicos Industriais (Lemi), da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo, no interior paulista.

As pesquisas contribuirão para que poços de petróleo e oleodutos sejam projetados de modo a ter maior produtividade e menos riscos.

O objetivo da expansão é estudar, experimentalmente e numericamente, cenários de escoamento multifásico com fluidos de modo a reproduzir o comportamento do CO2 sob altas pressões, além de ampliar as dimensões de estudos em andamento, como o do separador de gás de fundo do poço para bombeio centrífugo submerso (BCS).

A expansão foi financiada pela Petrobras, ao custo de cerca de R$ 3,5 milhões, investidos em novas instalações e equipamentos.

Os recursos aportados ao Lemi contribuem para o cumprimento de obrigação contratual da estatal para com a Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

"Vamos combinar técnicas óticas de medição a laser da velocidade de escoamento de petróleo, gás e água, visualização rápida e em alta definição das propriedades desses fluidos e medição de suas densidades por meio de técnica nuclear com raios gama.

Aliar técnicas e instrumentação química, física e nuclear em um laboratório de mecânica de fluidos e em escala industrial é inédito no Brasil", afirma, em nota, o coordenador do laboratório, Oscar Maurício Hernandez Rodriguez.

O novo prédio, com área de cerca de 2 mil metros quadrados, funciona no campus 2 da USP - São Carlos e se soma às antigas instalações do laboratório, de cerca de mil metros quadrados, situadas no campus 1 da universidade.

Ao todo, no Lemi, trabalharão dez cientistas e dez alunos de pós-graduação, principalmente das áreas de Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica.

O laboratório é vinculado ao departamento de Engenharia Mecânica da USP.

Apesar de ser financiado pela Petrobras, o Lemi não tem contrato de exclusividade com a companhia e poderá atender a demandas de outras empresas, inclusive multinacionais. É o caso da BG, produtora de gás natural, que já tem projeto em contratação para 2015.

Fonte: exame

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