15 de out de 2013

Usina fecha contrato com ERB para construção de unidade de cogeração


Em parceria com a usina Santa Vitória Açúcar e Álcool, empresa vai construir uma térmica movida a bagaço e palha de cana com capacidade instalada para gerar 46 MW de energia elétrica


A Energias Renováveis do Brasil (ERB), geradora novata de energia de biomassa, assinou contrato com a usina Santa Vitória Açúcar e Álcool (SVAA), complexo de produção de etanol que pertence a uma joint venture entre as multinacionais Dow Chemical e Mitsui.

A ERB vai construir na unidade, localizada em Minas Gerais, uma térmica movida a bagaço e palha de cana-de-açúcar, com capacidade instalada para gerar 46 MW de energia elétrica e 230 toneladas de vapor por hora. Serão investidos R$ 237 milhões no empreendimento, que deve entrar em operação no primeiro semestre de 2014.

Esse é o segundo contrato de geração de energia de biomassa implementado pela ERB, que possui outros acordos de cogeração em negociação. O primeiro projeto da empresa foi encomendado por uma fábrica da Dow na Bahia. Neste caso, a térmica utiliza cavaco de madeira, que é fornecido por plantações de eucalipto próximas à unidade da multinacional.

A ERB desenvolve projetos de cogeração para indústrias, que levam em consideração desde o abastecimento de matéria-prima à construção de usinas térmicas.

Fundada em 2008, a empresa concluiu recentemente um aumento de capital, no valor de R$ 300 milhões, para abrigar dois novos sócios, a BNDESPar, empresa de participações do BNDES, e o Fundo Caixa Ambiental, gerido pela Mantiq Investimentos, do Banco Santander. A ERB possui entre os seus sócios o FI-FGTS (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e a Rioforte Investments, do Banco Espírito Santo (BES).

Com o aumento de capital, a empresa pretende realizar novas rodadas de emissão de dívidas para financiar os projetos que possui em sua carteira. Esses empreendimentos vão demandar investimentos em torno de R$ 1,5 bilhão, afirmou o diretor executivo da companhia, Emilio Rietman. Segundo ele, nos projetos em desenvolvimento pela companhia, a ERB prevê investir 25% de capital próprio e financiar os 75% restantes.

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