17 de jul de 2012

Além dos derivados de petróleo


A petroquímica brasileira Braskem, sexta colocada no ranking mundial do setor, produz anualmente mais de 16 milhões de toneladas de intermediários químicos e resinas termoplásticas, como polietileno, polipropileno e PVC, e lidera a produção do chamado polietileno verde, feito a partir do etanol da cana-de-açúcar, resultado de um trabalho de pesquisa e desenvolvimento tecnológico dos pesquisadores da área de polímeros. Apenas três anos atrás ela ocupava a 11ª posição. A rápida escalada deve-se principalmente à compra da empresa brasileira Quattor e da divisão de polipropileno da petroquímica norte-americana Sunoco, na Filadélfia, em março de 2010, o que abriu espaço para a atuação fora do Brasil, e de quatro fábricas de polimerização da Dow Chemical, duas nos Estados Unidos e duas na Alemanha, no ano passado. A inauguração da fábrica de polímero do etanol de cana em setembro de 2010 com capacidade de produção de 200 mil toneladas por ano no polo petroquímico de Triunfo (RS), onde está localizada a petroquímica, também contribuiu para esse resultado. Sozinha ela representa 28% do mercado mundial de biopolímeros produzidos em 2010, que totalizou 724.500 toneladas, segundo a European Bioplastics, associação europeia que representa os fabricantes, transformadores e usuários de bioplásticos e polímeros biodegradáveis. A projeção é de um mercado com grande fôlego de crescimento. A associação europeia estima que em 2015 a produção atinja 1,7 milhão de toneladas. No Brasil, o polietileno verde é usado, por exemplo, pela Danone em embalagens de iogurte, pela Faber Castell em embalagens de lápis e pela Natura nos seus produtos da linha erva-doce. A Braskem vende o polímero bruto para os seus clientes, que se encarregam da transformação da resina em embalagens de cosméticos, protetores solares, brinquedos, sacolas de supermercado e outras aplicações. Fora do Brasil, os acordos comerciais para a utilização do polímero da cana têm se ampliado, a exemplo da parceria firmada no início de junho com o grupo alemão Tecnaro, empresa que desenvolveu uma espécie de madeira termoplástica chamada Arboform, para dar outros usos para a resina. Mais informações/fonte: UDOP

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