13 de jun de 2012

Grupo PSA diz estar pronto para trazer híbrido a biodisel para o Brasil


A PSA Peugeot Citroën apresentou no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (13) opções de carros híbridos menos poluentes, que começaram a ser comercializados neste ano na Europa utilizando tecnologia exclusiva do grupo, e que na visão da empresa podem vir a se tornar "uma nova janela para o futuro", mas que dependem de mudança na legislação brasileira para serem vendidos no país. Os modelos Peugeot 3008 Hybrid4 e Citroën DS5 Hybrid4 exibidos pela primeira vez no país possuem sistema híbrido, com motores a diesel e elétrico que podem se alternar e se complementar automaticamente, abastecidos com um combustível composto por 70% de diesel comum e 30% de biodiesel, feito a partir de cana-de-açúcar. Segundo anunciou a empresa, os resultados dos testes realizados com este tipo de combustível indicaram uma redução em torno de 24% nas emissões de dióxido de carbono em relação ao diesel normal, de 99 g de CO2/km para 75 g de CO2/km. O presidente para o Brasil e América Latina do grupo PSA, Carlos Gomes, destacou que os resultados fazem dos modelos exibidos no país os carros com menor nível de emissões de dióxido de carbono por quilômetro a rodar no Brasil. "As emissões são 25% menores que a de carros 1.0 abastecidos com etanol", disse o executivo. Gomes afirmou, no entanto, que não existe qualquer cronograma de comercialização destes modelos no Brasil, uma vez que a venda e uso de automóveis a diesel são proibidos no Brasil desde 1976. A medida adotada pelo governo nos anos 70 visava diminuir a dependência de petróleo por causa da crise que elevou em cerca de 380% o preço do barril. "É uma decisão que não nos compete. A nossa mensagem é dizer que, se o governo mudar de posição, o grupo está pronto para poder trazer esse automóvel", afirmou o presidente da montadora para o Brasil e América Latina. Embora tenha escolhido o calendário da Rio+20 para exibir os modelos no Brasil, a empresa disse que não há qualquer negociação em andamento com o governo brasileiro sobre o assunto. "Não temos conversas com o governo sobre essa matéria. Nosso interesse tem sido servir de ponto de apoio à Europa no desenvolvimento de biocombustíveis. Este é um projeto mundial, não é um projeto especificamente brasileiro", afirmou. O chamado biodiesel B30 foi desenvolvido pela montadora numa parceria mantida desde 2003 com o Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetel), da Universidade de São Paulo. A PSA já investiu cerca de R$ 1 milhão no projeto e prevê investir mais R$ 1,5 milhão até 2013. Até lá, a empresa pretende finalizar os testes de viabilidade de um combustível com 100% de biodiesel, 100% obtido da cana-de-açúcar, sem usar uma planta oleaginosa no processo. Hoje, o diesel utilizado no país tem mistura entre 2% a 5% de biocombustível. "Nossos produtos estão prontos para utilizar uma mistura de 10% e nos testes que foram efetuados na fase 2, podem utilizar mistura de 30%", afirma Gomes. Fonte: UDOP

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