22 de jun de 2012

Desenvolvimento com menos carbono


Estima-se que sejam emitidas anualmente em todo o mundo 45 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente – medida métrica resultante da multiplicação das toneladas de gases de efeito estufa emitidos pelo seu potencial de aquecimento global. O valor aumenta a cada ano e, se o mundo continuar nessa trajetória, em 2020 excederá em cerca de 12 bilhões o que deveria estar emitindo naquele ano para que a temperatura média global não aumente acima dos temidos 2º C. Segundo cientistas reunidos no painel sobre mudanças climáticas do “Forum on Science, Technology and Innovation for Sustainable Development”, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, o que os países podem fazer é avançar em eficiência energética e começar a descarbonizar suas economias – depender menos de combustíveis fósseis – como forma de mitigar os efeitos do aquecimento global.  De acordo com o pesquisador Roberto Schaeffer, professor do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), em relação à sustentabilidade ambiental, a realidade brasileira é relativamente confortável: o país tem uma base energética fortemente baseada em fontes renováveis e as alternativas de mitigação não são complicadas. “Neste momento, nosso calcanhar de Aquiles é o setor agropecuário – responsável pelas emissões de metano – e o desmatamento produzido pela agricultura. Para não passarmos da meta dos 2º C, temos que chegar ao fim do século com 80% menos de emissão de gases, com outra matriz de produção de energia e outra agricultura”, disse. Nos últimos anos, Schaeffer tem se dedicado a estudar possíveis cenários de mudanças climáticas no Brasil e como isso impactaria o setor energético nacional. “Nossa parte mais vulnerável é o setor elétrico, em particular a grande dependência de usinas hidrelétricas. Hoje, 85% da geração elétrica brasileira deriva de usinas hidrelétricas. Quando fazemos uma projeção para 2035, mesmo levando em conta a ampliação do uso de outras fontes, dificilmente teremos menos que 75% da energia elétrica vindo de hidrelétricas”, disse. Mais informações/fonte: Fapesp

Nenhum comentário:

Postar um comentário