27 de jan de 2012

Investimentos focam a energia solar

A energia solar dá sinais cada vez mais evidentes de ser o próximo foco dos investimentos em energias alternativas no Brasil. Especialistas do setor e observadores acreditam que, a exemplo do segmento eólico, a geração de energia a partir dos raios solares deve ter um significativo desenvolvimento no País nos próximos anos. E, para os mais otimistas, a velocidade do crescimento dos projetos solares poderá ser mais intensa que a observada na geração a partir dos ventos, dada a possibilidade de realização de investimentos pequenos, por parte de consumidores residenciais, por exemplo. A expectativa é de que passos importantes possam ser dados ainda em 2012, especialmente no que diz respeito à regulação, fator considerado um dos entraves para a realização dos projetos. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está elaborando um estudo com vistas a dar subsídios para regulamentar a comercialização da energia solar que deve ser enviado ao Ministério de Minas e Energia ainda este ano. Segundo o diretor de estudos de energia elétrica da EPE, José Carlos de Miranda Farias, o estudo abrange questões como custos e competitividade. A ideia é estimular a geração distribuída (em que os consumidores investem na geração própria e vendem o excedente para a distribuidora) como também possibilitar a comercialização da energia solar nos leilões promovidos pelo governo. A iniciativa privada também colabora no desenvolvimento de estudos para a inserção da energia solar na matriz elétrica brasileira. A Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen) também criou um grupo de estudos visando elaborar um conjunto de propostas a serem entregues ao governo.Independentemente da definição de regras, algumas iniciativas já foram criadas e possibilitam a ampliação do conhecimento das tecnologias relacionadas à geração solar por parte das empresas do setor elétrico. Além disso, já colaboram para estimular a expansão da fonte solar no País, cujo potencial foi praticamente inexplorado até o momento. Mais informações: UDOP

Nenhum comentário:

Postar um comentário