5 de jun de 2014

Matriz Energética - 2014

O Ministério das Minas e Energia acabou de disponibilizar o BEN (Balanço Energético Nacional) de 2014, com referência ao ano de 2013.


Em 2013, a oferta interna de energia (total de energia demandada no país) atingiu 296,2 Mtep, registrando uma taxa de crescimento de 4,5% ante à evolução do PIB nacional de 2,3%, segundo o último dado divulgado pelo IBGE. 

Gás natural, petróleo e derivados responderam por 80% deste incremento. Isto se deveu basicamente à redução na oferta interna de hidroeletricidade com consequente aumento de geração térmica, seja gás natural, carvão mineral ou óleo. Outro aspecto, refere-se ao consumo do setor de transporte, que pelo segundo ano consecutivo cresceu significativamente. Cabe ressaltar que, em 2013, este aumento foi suprido em grande parte por etanol, diferentemente do ano 2012 cujo destaque foi a gasolina.

Transporte - o segmento de transporte, em valores absolutos, liderou o crescimento da demanda energética no ano de 2013, agregando 4,1 milhões de tep. O consumo agregado do setor cresceu à expressiva taxa de 5,2%. A produção e o consumo de etanol cresceram respectivamente 17,6% e 19,9% em relação ao ano anterior. Cabe ressaltar que a partir de maio de 2013, o governo determinou o aumento da proporção de álcool anidro na gasolina, de 20 para 25%. Diante deste contexto, o consumo de gasolina registrou queda de 0,2%.

Energia elétrica - pelo segundo ano consecutivo, devido às condições hidrológicas desfavoráveis observadas ao longo do período, houve redução da oferta de energia hidráulica. Em 2013 o decréscimo foi de 5,4% . A menor oferta hídrica explica o recuo da participação de renováveis na matriz elétrica, de 84,5% em 2012 para 79,3% neste ano, apesar do incremento de 1.724 MW na potência instalada do parque hidrelétrico. A potência eólica atingiu 2.202 MW, o que proporcionou um acréscimo de 30,2% na geração de eletricidade a partir dessa fonte. O aumento do consumo final de eletricidade no país em 2013, de 3,6%, com destaque para os setores residencial e comercial, foi atendido a partir da expansão da geração térmica, especialmente das usinas movidas a carvão mineral (+75,7%), gás natural (+47,6%), bagaço de cana (+19,2%), cujas participações na matriz elétrica, na comparação de 2013 contra 2012, cresceram de 1,6 para 2,6%, de 7,9 para 11,3%, e de 4,2 para 4,9%, respectivamente. 


Relatório completo no link do Ministério das Minas e Energia

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