24 de jul de 2013

Brasil pode ser case de matriz energética renovável para a Europa

O Brasil é o país que melhor pode entender as ambições da Europa no que diz respeito à promoção de energias renováveis, por ter uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com cerca de 45% da energia utilizada originando de fontes renováveis. Foi com essas palavras que a assessora Sênior da
Presidência para Assuntos Internacionais da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Géraldine Kutas, deu início a sua apresentação no painel "Desafios da Política de Biocombustíveis na União Europeia," durante a segunda edição do evento "Sugar & Ethanol Summit - Brazil Day," realizado em 05 de julho em Londres. "Seguindo o cenário da Europa, que em 2010 apresentava apenas 8,7% de energias renováveis em sua matriz, o Brasil é uma referência interessante já que nos anos 70 importava 80% de seu consumo de energia fóssil e hoje é líder mundial na produção e consumo de energias renováveis, tendo a cana-de-açúcar como a primeira fonte de energia renovável," explicou a assessora. Kutas considera positivo o interesse da União Europeia em promover os biocombustíveis mais eficientes do ponto de vista da redução das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEEs) ao revisar as diretivas sobre a promoção das energias renováveis e sobre a qualidade dos combustíveis. Porém, ela acredita que uma legislação limitando a 5% o uso de biocombustíveis que utilizam matérias-primas alimentícias, como o etanol a base de cana, sem considerar seu excelente desempenho do ponto de vista da redução das emissões de GEEs, não demonstra eficiência. Ela mencionou também o estudo da consultoria Agroicone "Simulação do Uso da Terra e da expansão agrícola no Brasil: Alimento, Energia, Impactos Agroindustriais e Ambientais", que aponta a expansão da cana predominantemente em áreas de pastagens, ao mesmo tempo em que ocorre um aumento significativo da produtividade da pecuária. O estudo projeta que em 2022 o efeito indireto será menor do que a expansão: em um cenário de aumento da demanda adicional de 9 bilhões de litros de etanol em 2022 comparado a um cenário de referência, a área de cana aumentará em 1 milhão de ha, enquanto a expansão da área total agrícola será de 200 mil ha. A intensificação das pastagens será determinante para esse cenário. A consequência clara dessa maior competição entre culturas e pastagens é que, para a mesma produção, menos terra precisará ser utilizada para produção e menos vegetação nativa será convertida para agricultura. Outras informações/fonte: UDOP

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