9 de abr de 2013

Granbio: Empresa de biotecnologia vai gerar etanol com palha da cana em Alagoas

Tecnologia inédita na América do Sul deve aumentar eficiência energética. Indústria de 2° geração está sendo construída em São Miguel dos Campos.



Sem precisar plantar um pé de cana-de-açúcar a mais, o Grupo Brasileiro GranBio, que vem investindo R$ 350 milhões em Alagoas na implantação de uma indústria de inovação para geração de etanol através de conversão de biomassa, promete aumentar a produção de álcool da agroindústria Caeté, localizada em São Miguel dos Campos, em até 35%. Para isso, a empresa especializada em soluções de biotecnologia industrial fará uso do que era considerado descarte e até mesmo um problema ambiental para a tradicional usina de cana-de-açúcar: a palha e o bagaço. "Essa será a primeira usina de etanol celulósico da América Latina. Seu conceito de inovação é revolucionário porque ela funciona atrelada às tradicionais usinas de cana. Especializada no etanol conhecido como 2° Geração (2G), a biorrefinaria possui tecnologia para transformar estes descartes em álcool, proporcionando, assim, uma maior eficiência da matriz energética, reduzindo os desperdícios e aumentando a produção sem exigir mais recursos", explica o diretor de Operação da GranBio, Manoel Carnaúba. O etanol de 2° Geração é uma das grandes apostas para o setor sucroalcooleiro do Brasil porque, além da capacidade de aumentar a produção do biocombustível no país, ele é economicamente viável para quem produz e consome e, além disso, chega ao mercado como energia limpa que atende critérios ambientais estabelecidos por lei. "Este modelo de produção exige a eliminação da queimada da cana, algo que já é lei, pois a palha é a principal matéria prima deste etanol. Além disso, esse processo estabelece a qualificação da mão de obra, pois grande parte do processo é mecanizado", expõe Carnaúba. Em fase avançada de implantação a indústria de etanol celulósico deve começar a operar já no primeiro trimestre de 2014. A estimativa é que, no primeiro ano, a biorrefinaria produza aproximadamente 500 milhões de litros de etanol de segunda geração, provocando um aumento de 20% na produção de biocombustível em Alagoas. Para a produção, o diretor de operação da GranBio estima a contratação de 200 pessoas à frente de colheita mecanizada e logística e de aproximadamente mais 50 postos de trabalhos diretos na indústria tecnológica. "Tudo isso ocorre em paralelo à indústria de açúcar e do álcool tradicional. Afinal a biorrefinaria trabalha em sinergia com a usina já existente", completa Manoel Carnaúba ao enfatizar que o material orgânico de outras usinas do estado também podem ser comprados para serem aproveitados pela Granbio. Mais informações/fonte: Nova Cana

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