28 de jan de 2013

Brasil precisará de 120 novas usinas até 2020, prevê presidente da Biosul

Na safra 2012/2013 o Brasil teve, segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), cerca de 410 usinas sucroenergéticas em operação. Juntas já processaram 531,3 milhões de toneladas de matéria-prima, um incremento de 7,74% frente aos 493,1 milhões de toneladas de todo o ciclo passado. Em período de sete anos, até 2020, a projeção feita pelo presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), Roberto Hollanda, durante palestra no Showtec, em Maracaju (MS), é de que o setor precisará para atender a demanda futura, ampliar em 29,2% o número de plantas, construindo 120 greenfields, e incrementar a moagem em 125%, chegando a 1,2 bilhão de toneladas de cana. Hollanda apontou que projeta essa necessidade de expansão do setor em razão, por exemplo, da estimativa de aumento da demanda de etanol para atender 50% da frota flex do País, como ocorria há algum tempo; da necessidade do mercado americano que vai chegar a 13,2 bilhões de litros e para a qual o Brasil não tem concorrente; e ainda para a destinação de 5 bilhões de litros para outros fins, como a alcoolquímica e produção de bebidas. "Em relação ao açúcar projetamos um aumento de demanda para suprir o mercado interno e manter a nossa participação de 50% no mercado mundial e quanto a bioeletricidade, ampliar de 2% para 18% nossa participação na matriz energética brasileira", explica o presidente da Biosul. Com essa expansão projetada, Hollanda indica que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor quase que dobraria, passando de US$ 48 bilhões para US$ 90 bilhões, e as exportações do segmento saltariam de US$ 15 bilhões para US$ 26 bilhões, gerando 350 mil novos empregos e movimentando em investimentos R$ 156 bilhões. O presidente da Biosul, entretanto, que para atingir esse patamar de crescimento o setor precisa antes superar alguns desafios como aumentar a eficiência e a produtividade e incorporar novas tecnologias. Ele cita também a necessidade da definição de políticas públicas de incentivo ao setor por parte do governo federal. "O setor também precisa que o governo federal assegure para o etanol o mesmo tratamento que confere a gasolina, defina o papel do etanol na matriz energética brasileira e promova leilões regionais para a bioeletricidade", concluiu.
Fonte: UDOP

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