2 de nov de 2012

Brasil tem 44% de fontes renováveis da matriz energética do país


O diretor do departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Dornelles, afirmou durante a 12ª Conferência Internacional Datagro para Açúcar e Etanol, que o governo está permanentemente atento à questão do etanol e que várias instâncias estão discutindo e avaliando a questão do setor. "Algumas soluções foram encontradas. Não são soluções totais, são pequenas soluções para alguns pontos. Temos ainda que construir as alternativas para os entraves que estão acontecendo", diz. Segundo Dornelles, o governo tem na sua lei de política energética como aumentar a participação do biocombustível na matriz do País. "Nós já temos uma matriz com 44% de fontes renováveis, manter essa participação é praticamente dobrar a produção de fontes de energias renováveis, dado a expectativa de crescimento do país", comenta. Para ele, a questão do setor não pode ser resolvida de forma isolada, já que qualquer decisão por parte do governo envolve toda cadeia econômica do Brasil. "É muito falso de minha parte dizer que temos uma solução mágica para resolver todos os problemas do setor. Mesmo que a solução mágica fosse aumentar o preço da gasolina 100% para dar viabilidade para o setor do etanol. Isso é uma utopia, não vai acontecer dessa forma e não se sustenta uma decisão que não tenha essa costura com todos os agentes econômicos", ressalta. Questionado quanto ao sucesso do etanol de milho nos Estados Unidos, o diretor do departamento de Combustíveis Renováveis do MME respondeu que se deve a aplicação de tecnologias em escala. "Nós não temos etanol de segunda geração, cana transgênica, genoma da cana, que possa dar um diferencial positivo na produtividade. Muita coisa que ainda precisa ser feita e que os Estados unidos está fazendo com o milho, começou muito depois do Brasil", comenta. Durante a Conferência, representantes do setor cobraram metas e posicionamento do governo frente a atual situação do setor bioenergético, usando como exemplo o planejamento dos Estados Unidos, que apesar da forte seca que abalou regiões norte americanas, o etanol não foi prejudicado. Em resposta, Dornelles explicou que no Brasil a meta precisa ser vista diferente. "A partir do momento que eu coloco um valor numérico e me comprometo com aquilo, posso ter envolvimento com outros setores econômicos que serão prejudicados, mas este balanço e a compreensão são difíceis", finaliza.  Fonte: UDOP; Gráfico: Fonte: MME

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