7 de set de 2012

UFRJ produz fibra de carbono a partir da cana-de-açúcar


A Universidade Federal do Rio de Janeiro desenvolveu um método para extrair e transformar a lignina (importante molécula estrutural vegetal) em fibra de carbono. A inovação é uma reciclagem de alto valor agregado, que pode gerar boas oportunidades ao Brasil. O material é obtido após o bagaço passar pelo processo de origem do chamado álcool de segunda geração. Ao final do processo, a lignina extraída passa por vários procedimentos que aumentam o teor de carbono e, assim, obtém-se a fibra. No mundo, diversos outros métodos também estão em fase experimental. Apesar disso, o grupo brasileiro obteve ótimos resultados com menos aditivos, chegando a um extrato mais puro e, portanto, com maior potencial de transformação. Hoje o principal método para produzir a fibra de carbono é a partir do petróleo em um processo que utiliza diversos aditivos. Nesse contexto, a inovação é promete também ganho ambiental. Vale ressaltar que o Brasil ainda não possui produção industrial de fibra de carbono e, tampouco, tem uma política de desenvolvimento dessa tecnologia no país. Existem mais de 100 variações do material, que se adequa a cada aplicação. O elemento carbono possui características únicas e tem grande versatilidade, produzindo materiais com diferentes características: mais macios, duros, porosos ou impermeáveis, entre outros. Com essas possibilidades, a quantidade de aplicações para este elemento é grande e atinge quase todos os setores e áreas de conhecimento, como de energia, automobilístico, construção civil, entre outros. A fibra de carbono é ainda dez vezes mais forte do que o aço, porém, mais maleável e com elevada resistência à temperatura. Por isso, seu valor no mercado é alto, com preços que podem variar entre US$ 25 a US$ 120 por quilo. A coordenadora do estudo na UFRJ não consegue ainda estipular o valor do material produzido a partir de cana-de-açúcar no mercado. Porém, mais uma vez, o Brasil prova a sua importância global em pesquisa de novos processos químicos e, principalmente, na área de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. Fonte: UDOP

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