30 de mai de 2012

Etanol de segunda geração já compete com o de milho

O etanol de segunda geração, ou celulósico, já compete com o álcool de milho produzido nos Estados Unidos. A avaliação é de Sebastian Soderberg, chefe global da unidade de negócios com celulose da dinamarquesa Novozymes, fabricante de enzimas industriais. Segundo ele, o custo de produção do etanol a partir de celulose encontrada no bagaço e na palha da cana é de R$ 1,25 por litro no Brasil. O cálculo considera o uso da terceira geração de enzimas da empresa, lançada ontem, em São Paulo. Comparado com o custo aproximado de US$ 0,50 por litro de etanol de milho nos EUA, o que daria próximo de R$ 1, o etanol de segunda geração começa a se tornar viável comercialmente. O álcool de cana produzido no Brasil, no entanto, ainda é mais barato do que o celulósico. O preço de venda do etanol hidratado nas usinas paulistas foi de R$ 1,11 o litro na semana passada, segundo dados do Cepea. Soderberg diz que os custos devem cair ainda mais à medida que a produção ganhe escala e eficiência. De olho na demanda futura, a empresa planeja construir uma nova fábrica no Brasil. Em Araucária (PR), a Novozymes já produz enzimas para vários setores, como ração animal e bebidas. Agora, quer erguer uma unidade dedicada exclusivamente à produção de enzimas para biocombustíveis no país -sua segunda no mundo. A primeira -que deve atender temporariamente o Brasil- será inaugurada hoje, em Nebraska (EUA). A Novozymes vai fornecer as enzimas para a primeira usina de etanol celulósico do Brasil, anunciada na semana passada pela GraalBio. "Já começamos a procurar um lugar para construir nossa fábrica, que deve ficar perto das grandes regiões produtoras de cana", diz Pedro Luiz Fernandes, presidente da Novozymes na América Latina. Soja Em uma visão de médio e longo prazo, "não consigo ver a soja abaixo de US$ 11 por bushel (27,2 quilos), a menos que haja uma profunda reestruturação nos custos de produção", afirma Anderson Galvão, da consultoria Céleres. Aumentar a produção está muito caro, e os países cada vez mais buscam segurança alimentar com a formação de estoques. Fonte: UDOP

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