27 de fev de 2012

Governo pretende consolidar etanol como o principal combustível de veículos leves

O governo federal anunciou ontem a elaboração de um plano com o objetivo de consolidar o etanol como principal combustível usado pela frota de veículos leves. Para isso, pretende aumentar o plantio de cana no País entre 2012 e 2015, com a disponibilização de recursos por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), poupança rural, entre outras fontes. O Plano Estratégico do Setor Sucroalcooleiro para os próximos quatro anos foi elaborado com base na manutenção da mistura de 25% de etanol anidro à gasolina e visa abastecer entre 50% e 55% da frota de veículos leves com etanol hidratado. "O plano pretende propiciar as condições necessárias para atrair investimentos privados e, desta forma, a retomada de crescimento do setor sucroalcooleiro", afirma o secretário de Produção e Agroenergia, Gerardo Fontelles. Uma das medidas a serem adotadas será o incentivo da renovação de 6,4 milhões de hectares de cana-de-açúcar até 2015, ao custo de R$ 29 bilhões. Balanço divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em dezembro de 2011, apontou que em todo o Brasil já tinham sido colhidos 8,3 milhões de hectares de cana na safra atual, que ainda não terminou.

Ampliação - O governo pretende ainda investir R$ 8,5 bilhões em 1,4 milhão de hectares para atender a capacidade instalada das usinas, que estão atuando abaixo de sua capacidade máxima. A meta anual é de ampliar os canaviais em 355 mil hectares, com valor estimado em R$ 2,1 bilhões. A estimativa é de que até 2015 seja necessário ampliar as áreas de canaviais em 3,8 milhões de hectares, o que custaria R$ 23 bilhões.

Estocagem - O governo informa que propôs uma linha de financiamento à estocagem de etanol para que as usinas produtoras possam distribuir a produção ao longo do ano. A medida poderá diminuir as flutuações de preços e garantir o abastecimento estável do combustível. O plano também prevê a pesquisa de novas variedades de cana e a organização dos produtores rurais em associações e cooperativas, otimizando a participação na cadeia produtiva sucroalcooleira, inclusiva assumindo unidades de produção paralisadas.

Medidas - O presidente da UDOP (União dos Produtores de Bioenergia), Celso Junqueira Franco, vê como positiva a iniciativa do governo em manter o índice de 25% de etanol misturado à gasolina, mas entende que é preciso ver quais instrumentos serão criados para garantir o abastecimento a mais do que 35% do mercado de carro flex", comenta Franco. Ele explica ainda que é importante investir nos canaviais, mas alerta que não se deve demorar para investir também na construção de novas unidades produtoras. "Não dá para esperar lotar a capacidade das usinas existentes para começar a fazer novas". Mais informações: UDOP

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