23 de ago de 2011

Alimentos e energia

É perfeitamente viável compatibilizar a produção agrícola para alimentos e para energia, segundo o professor Lee Lynd, do Dartmouth College, Estados Unidos, que foi um dos palestrantes na primeira Conferência Brasileira de Ciência e Tecnologia em Bioenergia (BBEST), realizada de 14 a 18 de agosto em Campos do Jordão (SP). Em sua apresentação, Lynd também afirmou que os biocombustíveis líquidos são a melhor e mais sustentável alternativa para a aviação, o transporte marítimo e o rodoviário a longa distância, se comparado a outras formas de energia. Segundo ele, os problemas relacionados à fome no mundo têm mais relação com a pobreza e o desenvolvimento econômico dos países do que com a produção de cultivos para bioenergia. O Brasil, para ele, é um exemplo positivo de como é possível conjugar a produção agrícola para alimentos e energia. A África seria outra região com grande potencial e poderia replicar a experiência brasileira. A África tem sido foco das pesquisas recentes de Lynd no âmbito do Global Sustainable Bioenergy Project (GSB), que publicou artigo sobre a produção de alimentos e energia pelo continente em maio deste ano na revista Nature. Criado em 2009, o GSB é um projeto internacional que busca estudar e incentivar o desenvolvimento sustentável dos biocombustíveis. Além de liderar essa iniciativa, o pesquisador fundou e é sócio da Mascoma, empresa dos Estados Unidos criada em 2005 para pesquisar e desenvolver rotas tecnológicas para produção de etanol celulósico. Lynd apresentou na BBEST uma proposta que permite ampliar a produção de biocombustíveis sem haver impacto nas áreas agrícolas destinadas aos alimentos. “Também é possível aproveitar áreas de pastagem degradada ou que foram abandonadas e ainda conjugar a produção de cultivos que servem para alimentos e energia, caso do milho e da soja nos Estados Unidos, com a produção de azevém, por exemplo, uma gramínea usada para forragem que tem potencial para biocombustível”, disse.“Outro caminho seria mudar as rações usadas na pecuária. Haveria ainda possibilidade de plantar matérias-primas para bioenergia em regiões nas quais não crescem cultivos para alimentação”, apontou. Fonte: http://agencia.fapesp.br/14371

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